Quanto vale um coração?
A inexatidão de palavras para definir os exalares dos nossos
refolhos talvez cause certa confusão, dificuldade de entender o que se passa conosco
mesmos.
As emoções se misturam, algumas se evidenciam, outras sequer
sabemos nomear. Há, ainda, aquelas cujas existências são desconhecidas, das
quais não gostamos de pensar.
São tantas as questões que envolvem um coração pulsante...
Na luta atribulada entre o sentimento que nos habita e a
razão que prefere analisar tudo friamente, é comum deparar-se com a falta de
energia, a confusão mental, o desespero e a melancolia.
A preocupação inerente às decisões graves que envolvem toda
uma existência é parte do caminho que se trilha. Nada fora do normal.
A desventura assola, porém, pelo desespero da falta de
paciência, de razão, de maturidade...
Paciência, para deixarmos ser tocados pelo vento que traz as
mensagens da vida;
Razão, para dialogar com as diversas peças que nos povoam, a
buscar razoável acordo;
Maturidade, a fim de aceitar as imposições imutáveis que a
vida apresenta.
***
Algumas escolhas definem rumos vitais de nossa existência,
maioria delas afeta o coração, que se engrandece ou se liquida ante as
consequências das ações executadas. A gravidade sempre é conhecida pelo
autor...
Por isso, antes de tomar-se qualquer decisão, a envolver
importantes diretrizes da vivência, é forçoso refletir: “quanto vale um
coração?”

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